Até Hitler apoia o Jogo Justo, e você?

Publicado: 4 de janeiro de 2011 por Eduardo Castro em Noticias

O projeto Jogo Justo, idelizado pelo grande Moacyr Alves, tem como objetivo pressionar o governo para reduzir as altas taxas cobradas pelo governo sobre nossos queridos e amados videogames. O Brasil sem dúvidas é uma grande potência no mercado de videogames que não está sendo devidamente explorar porque NOSSO GOVERNO não permite que isso aconteça classificando os jogos como simples brinquedos e cobrando quase 100% do valor do produto só de imposto. O objetivo desse projeto é mostrar para o governo que já passou da hora de liberarmos a entrada dessas empresas no Brasil e apoiarmos a criação e o consumo de jogos eletrônicos no país, que já são considerados como o “Entretenimento do século XXI” e já conseguem lucrar mais do que o cinema, por exemplo. O mentor do projeto, Moacyr, já participou de várias reuniões com empresários e políticos e o projeto tem crescido bastante já contando com o apoio de várias empresas grandes WalMart, PontoFrio,EA,Square-Enix,THQ, Take Two, Konami e outras. E alguns desses acordos criaram o “Dia Jogo Justo”, que consiste em um dia em que alguns jogos vão estar sendo vendidos SEM IMPOSTO. Sem dúvidas vai ser sensacional! Já tiveram algumas prévias e foram vendidas algumas unidades de títulos como Halo Reach e Mafia 2 por R$29,90(isso mesmo, R$29,90!). O grande dia ta marcado para 29 de Janeiro, não se esqueça e vá economizando algum dinheiro!

Não sou daqueles que acreditam que apenas a isenção de impostos resolveriam imediatamente os problemas do Brasil com a pirataria, por aqui o buraco é muito mais embaixo. DVD’s originais podem ser facilmente encontrados entre R$12,90 e R$19,90 mas mesmo assim o brasileiro prefere comprar uma cópia por “5 real”. O problema já faz parte da nossa cultura e isso deve mudar.

A grande maioria das pessoas que tem condições de comprar um console de última geração aqui no Brasil como um Playstation 3 ou um Xbox 360 definitivamente não vivem de salário mínimo e muitos tem condições de comprar originais, mas não compram por achar “errado”. Fomos acostumados a comprar jogos piratas desde pequenos com a popularização desse mercado com o Playstation 1 e nem sequer entendíamos que aquilo era um crime, mas comprávamos jogos na feira todo mês. Essa prática vem se arrastando até hoje e, pelo menos por aqui, poder rodar jogos piratas é o pré-requisito número 1 na hora de comprar um novo videogame.

Algo parecido acontecia no México alguns anos atrás, até que o governo mexicano liberou a entrada da Microsoft no país para lançar o Xbox 360 e seus jogos com isenção total de impostos, o que atraiu várias outras empresas posteriormente. Resultado: O México tomou a posição do Brasil como maior mercado de jogos da América Latina e com isso atraiu os olhares de várias empresas que queriam investir em mercados emergentes, o que resultou na criação de várias empresas de desenvolvimento e eventos específicos no país(como a Electronic Game Show que já teve duas edições no Brasil em 2004 e 2005, mas desde então só acontece no México).

Mas mesmo com a redução de impostos(e eu tenho esperanças de que isso vai acontecer, como no México), vai ser uma longa estrada até grande parte dos gamers brasileiros abandonarem a pirataria. Vai ser necessário muito marketing por parte dos desenvolvedores e do governo para convencer o público brasileiro de que pirataria é um crime e que se perde muito da experiência que um jogo pode oferecer por não consumir originais. De certa maneira os jogos viraram uma rede social, tudo está voltado para a interação entre pessoas no modo online e os desenvolvedores já estão criando jogos com isso em mente. DLC`s, mais modos multiplayer, trophies/achievements, perfis de jogadores, etc.

Mas aos poucos acho que vamos conseguir isso e o Brasil deve ocupar o lugar que merece como líder no mercado de jogos da América Latina, o México que se cuide! E não se esqueçam, dia 29 de janeiro tem Dia Jogo Justo!

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