Arquivo de janeiro, 2011

Nintendo 3DS, uma revolução ou um fracasso?

Publicado: 10 de janeiro de 2011 por Eduardo Castro em Noticias

Muito se fala sobre o novo console portátil da Nintendo que está prestes a ser lançado, o Nintendo 3DS que tem data de lançamento marcada para 26 de Fevereiro de 2011 no Japão por 25000 yens, algo em torno de 300 dólares. Os valores e datas para o ocidente ainda não foram confirmados, mas provavelmente o lançamento vai acontecer em março desse ano.

Como o próprio nome faz uma referência, o grande trunfo do novo portátil é uma nova tecnologia 3D criada pela Sharp que dispensa o uso de óculos chamada “Parallax Barrier”. Basicamente esse chip posicionado atrás da tela superior do 3DS(a única que gera o efeito 3D), ordena o modo como as imagens estereoscópicas(basicamente duas imagens praticamente idênticas mas ligeiramente afastadas que quando processadas ao mesmo tempo pelo nosso cérebro geram a impressão de tridimensionalidade) serão vistas pelos nossos olhos.Ele é responsável por separar os pixels por quadros e direciona-los para nossos olhos de maneira que a imagem recebida pelo olho esquerdo seja diferente da imagem recebida pelo olho direito de forma sequencial(aproximadamente 30 quadros por segundo), o que nos proporciona a sensação de movimento e do 3D ao mesmo tempo.

Mas essa tecnologia apresenta alguns problemas também, como por exemplo a não recomendação do uso do 3D para crianças com menos de 6 anos de idade podendo resultar em problemas no desenvolvimento da visão da criança. Outro problema é que o uso do efeito 3D por mais de 30 minutos pode causar desconforto para o jogador. Além disso, para o efeito ser perceptível o portátil deve ser posicionado de uma maneira “correta”(aproximadamente 60 centímetros de distância e tela posicionada em um ângulo específico em relação aos olhos do jogador). Por esse motivo essa tecnologia não é levada para televisores de alta definição e foi projetada para aparelhos portáteis, já que é necessário que a pessoa esteja próximo a tela.

Bem arriscado, não acham? Tudo bem que o efeito 3D pode ser desativado por um botão sem maiores problemas, mas a Nintendo está lançando um console que além de muito mais caro do que se costumar pagar em um portátil(em seu lançamento, o DS custava 15 mil yens, aproximadamente 180 dólares), também não deve ser jogado por mais de 30 minutos contínuos e nem por crianças pequenas(que representa um público considerável). Além disso os jogos também serão mais caros, cerca de 1000 yens(+/- 12 dólares) a mais do que os jogos do DS custam. Não se sabe nada sobre o preço americano ainda, mas é provável que seja algo entre 40 e 45 dólares, mesmo preço dos jogos de PSP.

Como concorrentes a Nintendo vai ter que aguentar a Sony vindo com seu “Playstation Phone”(aka Xperia Xplay/Zeus Z1) com Android e um hardware impressionante que segundo boatos é capaz de fazer gráficos equivalentes ao que foi visto no lançamento do PlayStation 3 e também a Apple com seus iDevices(iPhone,iPod Touch e iPad) que já provaram que conseguem brigar com qualquer console portátil tanto no quesito diversão(Angry Birds,Plants Vs Zombies, Cut the Rope, etc) quanto no quesito gráfico(Infinity Blade, feito pela Epic, nos prova isso com gráficos nunca vistos no Sony PSP ou no Nintendo DS) que também são muito caros, mas contam com subsídios por parte das operadoras e também são celulares(exceto o iPad e iPod Touch).

E ai, será que vinga?

 

 

A primeira versão do software Flash foi desenvolvida pela Adobe em parceria com a FutureWave, que foi comprada pela Adobe logo no começo dessa parceria, e lançada no ano de 1996. Inicialmente era apenas uma ferramenta para auxiliar na criação de animações mas com o tempo foi crescendo e sendo incorporada na criação de sites e jogos devido a sua facilidade na hora do desenvolvimento.

Atualmente o Flash está em sua quinta versão, mas muito se discute a respeito do futuro da tecnologia. De fato é muito simples de se desenvolver algo em Flash, mas muito pesado também. Em tempos onde os gadgets estão mirando em mobilidade e usando cada vez mais internet móvel, é inviável a criação de sites com esse recurso que exige muita banda de internet e processamento. E sem dúvidas o mais influente dentre os que atacam essa tecnologia e apoiam a “substituição” pelo HTML5 é o CEO da Apple, Steve Jobs, que não quis implementar Flash em seus aparelhos que usam iOS(iPod Touch/iPhone/iPad) e no novo e super fino MacBook Air. Seu maior argumento para abolir esse recurso de seus aparelhos é em relação a bateria, já que aparentemente o Flash requer muito processamento e isso requer energia.

E parece que o “titio Estevão Trabalhos” estava certo mais uma vez, pelo que parece a RIM(fabricante dos celulares BlackBerry) está tendo problemas com a autonomia da bateria do seu mais novo gadget, o PlayBook que é uma tablet de 7 polegadas com sistema operacional próprio bem interessante. Vejam um preview:

O aparelho só deve ser lançado no fim desse primeiro semestre de 2011, ainda está em fase de testes e um dos problemas que tem preocupado a RIM é a bateria do PlayBook, que por enquanto dura menos que a do iPad e do tablet da Samsung com Sistema Operacional Android, o Galaxy Tab.

As possíveis causas para esse problema, além do hardware forte que conta com um processador de dois núcleos, envolvem o Sistema Operacional do aparelho que não foi desenvolvido/otimizado especialmente para a Tablet e o maldito Flash que requer muito processamento do aparelho. Segundo testes realizados no MacBook Air, o uso do Flash reduz em aproximadamente um terço a autonomia da bateria, isso é deveras assustador.

Acredito eu que vai ser uma mudança natural a troca do Flash pelo HTML5, que fornece um novo leque de possibilidades para o desenvolvimento na web e se encaixa melhor no quesito “mobilidade”(vejam esse site feito em HTML5: http://migre.me/3q5e3).

Fonte: http://migre.me/3q6l6

Até Hitler apoia o Jogo Justo, e você?

Publicado: 4 de janeiro de 2011 por Eduardo Castro em Noticias

O projeto Jogo Justo, idelizado pelo grande Moacyr Alves, tem como objetivo pressionar o governo para reduzir as altas taxas cobradas pelo governo sobre nossos queridos e amados videogames. O Brasil sem dúvidas é uma grande potência no mercado de videogames que não está sendo devidamente explorar porque NOSSO GOVERNO não permite que isso aconteça classificando os jogos como simples brinquedos e cobrando quase 100% do valor do produto só de imposto. O objetivo desse projeto é mostrar para o governo que já passou da hora de liberarmos a entrada dessas empresas no Brasil e apoiarmos a criação e o consumo de jogos eletrônicos no país, que já são considerados como o “Entretenimento do século XXI” e já conseguem lucrar mais do que o cinema, por exemplo. O mentor do projeto, Moacyr, já participou de várias reuniões com empresários e políticos e o projeto tem crescido bastante já contando com o apoio de várias empresas grandes WalMart, PontoFrio,EA,Square-Enix,THQ, Take Two, Konami e outras. E alguns desses acordos criaram o “Dia Jogo Justo”, que consiste em um dia em que alguns jogos vão estar sendo vendidos SEM IMPOSTO. Sem dúvidas vai ser sensacional! Já tiveram algumas prévias e foram vendidas algumas unidades de títulos como Halo Reach e Mafia 2 por R$29,90(isso mesmo, R$29,90!). O grande dia ta marcado para 29 de Janeiro, não se esqueça e vá economizando algum dinheiro!

Não sou daqueles que acreditam que apenas a isenção de impostos resolveriam imediatamente os problemas do Brasil com a pirataria, por aqui o buraco é muito mais embaixo. DVD’s originais podem ser facilmente encontrados entre R$12,90 e R$19,90 mas mesmo assim o brasileiro prefere comprar uma cópia por “5 real”. O problema já faz parte da nossa cultura e isso deve mudar.

A grande maioria das pessoas que tem condições de comprar um console de última geração aqui no Brasil como um Playstation 3 ou um Xbox 360 definitivamente não vivem de salário mínimo e muitos tem condições de comprar originais, mas não compram por achar “errado”. Fomos acostumados a comprar jogos piratas desde pequenos com a popularização desse mercado com o Playstation 1 e nem sequer entendíamos que aquilo era um crime, mas comprávamos jogos na feira todo mês. Essa prática vem se arrastando até hoje e, pelo menos por aqui, poder rodar jogos piratas é o pré-requisito número 1 na hora de comprar um novo videogame.

Algo parecido acontecia no México alguns anos atrás, até que o governo mexicano liberou a entrada da Microsoft no país para lançar o Xbox 360 e seus jogos com isenção total de impostos, o que atraiu várias outras empresas posteriormente. Resultado: O México tomou a posição do Brasil como maior mercado de jogos da América Latina e com isso atraiu os olhares de várias empresas que queriam investir em mercados emergentes, o que resultou na criação de várias empresas de desenvolvimento e eventos específicos no país(como a Electronic Game Show que já teve duas edições no Brasil em 2004 e 2005, mas desde então só acontece no México).

Mas mesmo com a redução de impostos(e eu tenho esperanças de que isso vai acontecer, como no México), vai ser uma longa estrada até grande parte dos gamers brasileiros abandonarem a pirataria. Vai ser necessário muito marketing por parte dos desenvolvedores e do governo para convencer o público brasileiro de que pirataria é um crime e que se perde muito da experiência que um jogo pode oferecer por não consumir originais. De certa maneira os jogos viraram uma rede social, tudo está voltado para a interação entre pessoas no modo online e os desenvolvedores já estão criando jogos com isso em mente. DLC`s, mais modos multiplayer, trophies/achievements, perfis de jogadores, etc.

Mas aos poucos acho que vamos conseguir isso e o Brasil deve ocupar o lugar que merece como líder no mercado de jogos da América Latina, o México que se cuide! E não se esqueçam, dia 29 de janeiro tem Dia Jogo Justo!

Em meados do distante ano de 2010 o usuário do site GameTrailers marcus-santos postou um tributo a God of War feito por ele. O video é uma animação stop-motion que teve cerca de 1000 fotos e todo o processo de montagem e filmagem levou cerca de 3 semanas. Vejam o video pelo YouTube(ou se preferir diretamente no GameTrailers):

Em um papo rápido no msn ele estava me explicando como foi fazer esse video. O Kratos foi modelado com durepoxi em cima de um esqueleto/boneco articulado stikfas e levou em média 1 semana para ser feito. A caixa de pandora foi modelada em cima de caixas mdf com clay, que é uma massa de modelar um pouco mais rígida do que aquelas usadas por crianças para brincar, o trabalho também levou cerca de 1 semana para ser feito. A parte de criação final do video ficou por conta do Adobe After Effects.

Aparentemente um video que parece divertido de ser feito(e que deve ter dado um put# trabalho) e que ficou muito legal! Não deu para ganhar o concurso promovido pela Sony para o qual foi feito, mas fez bastante sucesso no GameTrailers na época em que foi postado resultado em mais de 21 mil views e vários admiradores pelo mundo(eu sendo um deles, mesmo estando meio atrasado rs).

Algumas fotos do trabalho podem ser encontradas no blog do @cprandoni: http://migre.me/3phyG